A televisão foi considerada durante certo tempo inferior, mas neste cinquenta anos de televisão temos um repertório de grandes obras que nos permitem entende-la melhor. Entender a televisão não é fácil é necessário pesquisas não somente sobre a parte técnica mas sim sobre o seu conteúdo.
ADORNO
Um dos críticos do principio da televisão foi Adorno, porém seu questionamento pode ser contestado, pois acredita-se que Adorno por ser um dos entusiastas da escola de Frankfurt não tenha assistido a televisão, pois se ainda hoje muitos intelectuais não assistem televisão em 1954 isso deveria ser normal. Acredita-se que ele tenha baseado sua crítica em fragmentos de texto e roteiros já lhe entregue com filtragem tendenciosas. Mas é importante destacar mesmo neste período já iniciavam-se as apresentações musicais no Canadian Broadcasting Corporation em Montreal. Situação que foi ampliada nas próximas décadas criando assim uma grande diversidade, muito maior do que a detectada por Adorno.
MCLUHAN
O exemplo de McLuhan é o oposto, ele só viu aspectos positivos na televisão, mesmo com grandes deficiências técnicas como imagem granulada, tela pequena, mas ele julgava que a televisão proporcionada uma experiência profunda não disponível em outro meio.
Ambos tem razão em alguns aspectos, pois mesmo com deficiências técnicas produz-se coisas ruins e coisas interessantes. E um aspecto positivo de McLuhan é o fato dele conhecer o meio. Mas tanto Adorno e McLuhan usam como referência a estrutura tecnológica e mercadológica e não como um conjunto de trabalhos áudio visuais.
QUALIDADE NA TV
Na televisão um dos problemas mais sérios é o repertório, conhece-se muito pouco sobre o que já foi produzido na televisão. Lembramo-nos de filmes, música, mas não temos uma referência marcante na televisão. Embora tenhamos programas de ordem nacional e estrangeiros que merecem destaque.
Na década de 80 surgiu um termo em substituição a idade do ouro da televisão que foi chamada de “Quality Television”, cujo objetivo era dar uma abordagem diferenciada a televisão, mesmo com resistência dos intelectuais a este meio.
Os defensores da Quality Television defendem a ideia de que a demanda comercial e o contexto industrial não viabilizam a criação artística. Porém deve-se reforçar que ao usar o termo qualidade. Um exemplo foi quando ele foi utilizado pela primeira ministra Margareth Thatcher usou o termo para citar em plano de governo como trataria da televisão e que obrigou a a oposição (que sustentava a tv como algo burguês) a mostrar também se plano para o meio.
A discussão sobre TV é necessária. O que é e o que não é qualidade em televisão faz parte do próprio sistema televisão.
PROGRAMAS DESTAQUE
Existem diversos programas de grande relevância cultural e mercadologica na televisão. Selecionamos dois programas de destaque uma peça de ficção a Grã Bretanha e uma peça publicitária brasileira. Consideramos elas de importância pelo contexto histórico, formato e linguagem aplicada:
01) The War Game (Grã Bretanha, 1965)
Drama apocalíptico, narrado em tom de documentário e telejornalismo, com atores não profissionais sobre um suposto ataque nuclear à Grã Bretanha, durante os piores momentos da Guerra Fria. O resultado foi considerado tão perturbador que a BBC cancelou a exibição (foi exibido 20 anos depois) pois temiam consequências semelhantes às provocadas pelo War fo the Worlds de Orson Welles em 1938.
A fotografia num cinza pálido de Peter Barlett parece indicar que o próprio programa está sob efeito de radiação atômica.
02) Hitler (Brasil, 1987) – W/Brasil
Peça publicitária para a folha de São Paulo com 30 segundos que através de mensagens positivas mostram ao final a silhueta de Hitler. Esta peça merece destaque por causar um grande impacto no telespectador.

Nosso google de cada dia

13 dezembro, 2010

Technorati Marcas: ,

Analisando a pouco os campeões de busca no google em 2010 apenas me reforça  a teoria que embora a Internet no Brasil cresce a grande maioria ainda usa para MSN e Orkut.

Minhas conclusões partem do busca no Google Zeitgeist 2010(http://www.google.com/intl/pt-BR/press/zeitgeist2010/). O termo Larissa Riquelme foi o mais pesquisado. O portal Globo.com foi apenas os décimo. Abaixo a lista dos 10 primeiros:

Brasil

  1. Larrisa Riquelme
  2. Formspring
  3. Justin Bieber
  4. BBB 2010
  5. Enem 2010
  6. Restart
  7. Hotmail.com.br
  8. Luan Santana
  9. Assistir filmes online
  10. Globo.com.br

O resultado das buscas mostra que a busca no Brasil por pesonalidades continua cada vez mais forte sendo que na listagem temos quatro (Larissa Riquelme, Justin Bieber, Restart e Luan Santana). Além do BBB que poderia tranquilamente ser incluido nesta listagem.

Alguns assuntos como eleições e copa do mundo que nos veículos de comunicação tradicionais tiveram grande destaque ficaram de fora da busca.

E no mundo como foram os resultados.

Infelizmente a situação não foi tão diferente.

Mundo

1. chatroulette
2. ipad
3. justin bieber
4. nicki minaj
5. friv
6. myxer
7. katy perry
8. twitter
9. gamezer
10. facebook

O primeiro lugar ficou com chatroulette (uma espécie de chat formada por webcans, onde predominam homens se mostrando). Mundialmente também a copa do mundo ficou de fora.

Justin Bieber aparece em terceiro no Brasil e global, ao se buscar por países é um dos que mais aparece, muito próximo do Ipad. A pergunta que deixo é se o escandalo do Wikileaks tivesse ocorrido na metade do ano, será que ele estaria na listagem.

Vídeo do Google para divulgar seus resultados

 

Como escrever um e-mail perfeito trata de forma clara e objetiva de como se deve comportar ao comunicar-se através do e-mail, recurso tecnológico cada vez mais comum em se tratando de comunicação pessoal e corporativa.

O texto trabalha uma dualidade, pessoal e profissional, na forma de se escrever um e-mail, os cuidados com termos, acentuação, clareza e foco da mensagem a ser escrita. Mostra através de exemplos, como algumas pessoas escreveram mensagens de e-mail para destinos diferentes e como o uso de linguagem informal e formal devem ser utilizadas.

Um cuidado que o texto mostra é a forma de se compor a mensagem, usar linguagem formal com frases curtas e bem direcionadas quando assim o destinatário pedir, como exemplo, a um superior hierárquico. Neste caso não se deve usar gírias, termos íntimos e palavras de baixo calão, além, é claro, de todo cuidado com a ortografia, ou seja, não confie apenas em corretores eletrônicos de texto.

Ao se pensar em uma mensagem informal, existe uma liberdade maior, aceitam-se termos de uso comum, não se atenta tanto a erros ortográficos, visto que a mensagem será entendia pelas partes que se comunicam, se admite até mesmo uso de recursos comuns a serviços de mensagens instantâneas como abreviações (KD, VC, etc.), uso de emoticons e exageros na pontuação como, por exemplo, uso abusivo de ponto de exclamação (Oi!!!!).

Estes cuidados são o “ponto central” do texto, que finaliza realçando uma informação de grande importância que é procurar ao máximo, ser autêntico na escrita de sua mensagem. Mensagens rebuscadas geram desconfiança a quem as recebe. Em mensagens de e-mail se deve sempre buscar repassar a informação de forma mais clara e objetiva. Esta é a idéia do texto: repassar ao leitor que conhecer a quem se destina a mensagem é a melhor forma de compô-la.

O texto diz de forma clara e sucinta que assim como na fala e na escrita ao se utilizar o e-mail deve-se ficar atento para um bom uso da ferramenta, e ele consegue atingir bem este objetivo usando exemplos reais de uma mesma pessoa comunicando-se com sua amiga e depois com seu pai, ou seja, não existe uma regra única e sim uma regra de acordo com a situação.

7 Pecados no Trabalho

31 agosto, 2010

7 pecados no trabalho: Erros de redação nas empresas que podem atrapalhar sua carreira e seu desempenho profissional (Revista Língua Portuguesa, fevereiro de 2010, páginas: 28 a 33) de Lígia Velozo Crispino, professora de português e uma das proprietárias da Companhia de Idiomas, escreve sobre a importância de como erros na forma de se comunicar precisam e devem ser evitados, principalmente tratando-se de comunicação corporativa.

Lígia diz sobre como o e-mail tornou-se importante dentro da comunicação de uma empresa, tornando-se um documento oficial, e como cada funcionário representa a empresa à qual trabalha. Sendo assim é importante ter um domínio sobre a língua portuguesa, que engloba: vocabulário, gramática, ortografia, pontuação e acentuação, pois não se pode confiar somente em corretores eletrônicos, eles ajudam, mas ainda possuem muitas falhas.

Outro aspecto abordado por Lígia é referente a sempre escrever com objetividade, conhecer o público ao qual o texto se destina, um bom texto é direto, claro e objetivo, precisa ter frases e parágrafos curtos. Atualmente o leitor não dispõe de tempo para leituras longas e cansativas. Deve-se evitar sempre o retrabalho, pois metade de suas chances de sucesso com um texto depende de como ele foi escrito.

O artigo também mostra e corrige algumas falhas comuns que ocorrem na construção de um texto como uso de crases concordância, etc. Mostra também a importância da leitura para ampliar o vocabulário, seja de livros, revistas, jornais, etc.

Embora curto, o artigo consegue chamar a atenção sobre como é importante saber se comunicar, aponta falhas comuns que ocorrem no dia a dia, e ser claro na montagem de um texto, principalmente ao usar um meio eletrônico como o e-mail, recurso cada vez mais utilizado como forma de comunicação pessoal e profissional.

Alcova

9 junho, 2010

Olá a todos. O post de hoje é sobre um curta-metragem que montei o roteiro e dirigi para minha turma de cinema na Facinter. O Curta chama-se alcova.

A sinopse do curta é: Curta Metragem produzido por alunos de Comunicação Social da Facinter Curitiba. Conta a história de duas prostitutas que amam o mesmo homem, após uma noite de amor, ele é assassinado e sua amante é considerda culpada enquanto a verdadeira assassina curte a vida. Ao chegarem a velhice a prostituta que foi presa pelo assassinato terá novamente sua vida roubada, mas agora com a liberdade.

Foi o primeiro trabalho, e todos na história são alunos e não atores.

Link para assistir ao curta

A publicidade tem como objetivo vender ao público a imagem do produto ou serviço de seu cliente, seja ele comercial, político, etc., ela sabe também que a imagem a ser vendida pode ser “fantasiosa”, porém não mentirosa, um exemplo são as propagandas atuais de cerveja no Brasil que apresentam mulheres com um corpo considerado perfeito. O público que assiste e compra a cerveja sabe que para que a atriz que aparece no comercial tenha este corpo ela não pode tomar tanta cerveja, mas o que a publicidade vende na propaganda não é esta idéia, e sim, de que aquela determinada marca de cerveja leva a um ambiente alegre e descontraído.

Tanto o público quanto os profissionais de comunicação, no caso de uma propaganda os publicitários, tem esta consciência, faz parte da cultura criar esta fantasia para mostrar um produto. A diferença entre a situação apresentada e o “real” é facilmente absorvida pelo público que desde criança acostuma-se com o cenário que é montado para divulgação de um produto ou serviço. Propagandas de brinquedos criam cenários incríveis para demonstrar o quanto aquele brinquedo é interessante, quando a criança ganha o brinquedo aquela fantasia se desfaz, pois ele não tem o cenário, a criança aprender a diferenciar o excesso apresentado na propaganda.

Em algumas situações esta fantasia é mais “explícita” no período anterior a copa do mundo de futebol de 1998 a Nike® veiculou uma propaganda onde os jogadores da seleção brasileira de futebol no aeroporto do Rio de Janeiro aguardavam seu vôo e decidem jogar futebol tabelando com instalações do saguão do aeroporto, a idéia da propaganda de mostrar os jogadores da seleção, aliada à paixão do brasileiro pelo “futebol arte” atingiu o objetivo, mas o público ao ver a propaganda tinha consciência de que o que foi apresentado era uma peça publicitária, pois mesmo os jogadores com todo o “status” que tinham não poderiam jogar futebol dentro do saguão do aeroporto.

O consumidor hoje tem consciência de que a propaganda o ajuda sim a tomar uma decisão, mas não o induz a adquirir um produto ou serviço sem a necessidade, ela atualmente pode sim ter influência em uma decisão da qual ele tinha dúvida, se vai comprar uma TV da marca “X”, ou da marca “Y”, a compra de um produto por “status” ou pela necessidade de apenas ter ainda existe mas em uma parcela menor de público, a grande maioria sabe que sua felicidade depende principalmente de si próprio e não do que é apresentado pela propaganda.

Lendo matéria no Tecnocracia sobre a palestra de Kevin Mitnick sobre segurança, (link para a matéria), não há como discordar dele, a maioria das pessoas não possuem a menor segurança com seus dados pessoais, tanto que a senha mais utilizada no mundo é 123456. Além de que raramente alguém mude a senha, ou então usam sempre a mesma em diversos locais.

Porém este tipo de comportamento não é uma pratica somente na Internet, se observarmos a falta de segurança é uma atitude comum em nosso dia a dia, quantas vezes alguém lhe pede o documento de identidade para confirmar o usuário do cartão de crédito, e quando o mesmo é solicitado muitas pessoas olham com a cara fechada para o solicitante. Ao pagar a conta em um restaurante por exemplo quantos simplesmente não entregam ao garçom o cartão de crédito e depois somente assinam o ticket, sem ao menos pensar no que pode ser feito no período ao qual o cartão ficou com o garçom, o caso do restaurante é apenas um exemplo que também ocorre em lojas, postos de gasolina, etc…

Outra prática comum é colocar telefone e algumas vezes até mesmo o endereço no verso de cheques, você acaba de entregar dados pessoais a quem você não conhece.

A Internet apenas ampliou a questão de falta de cuidado com segurança, façam o teste, digitem o seu nome completo no Google, ou outro mecanismo de busca, e veja o resultado, ele será mostrado em locais ao qual você nem lembra mais que visitou, comentários em Blogs, redes sociais, formulários de concursos e brindes, e praticamente todo site ao qual você postou alguma coisa. Ficou fácil saber dados de qualquer pessoa atualmente.

Isso somente reforça o que foi dito na palestra de Mitnick na Capus Party, o maior problema de segurança está em nossos costumes diários.

Observação: Durante a palestra Mitnick clonou um celular de uma pessoa da platéia ao vivo, mostrando a fragilidade do sistema.

O documentário de Marcelo Masagão lançado em 1999, “Nós que aqui estamos, por vós esperamos”, trata de fatos históricos do século XX e mostra principalmente a dualidade, criação e destruição, vida e morte, explorando isso através da arte de fotografias e filmes do início do século.

Ele é apresentado de uma forma não linear, onde os fatos são mostrados através das atitudes de pessoas famosas e desconhecidos que em um todo fizeram  história. Isso fica claro quando mostra-se os trabalhadores da Ford na linha de produção, as mulheres no galpão da fábrica e também através de personagens que com poucas ações marcaram o século para a criação e destruição como Einstein, Ghandy, Hitler e Mussolini, ou seja, pessoas conhecidas e anônimos formaram a história do século.

Outro ponto forte é como as situações se repetem durante o século, e em algusn casos como antigos sonhos preenchem o “sonho” humano como o de voar. Ele cria um sequência de cenas em que aparece um pássaro, um homem que tentando voar se joga da torre Eiffel e logo após a explosão dos foguetes do ônibus espacial Challenger, toda essa sequência retorna ao sonho de ícaro.

Durante o filme também vê-se como as situações repetem-se em pessoas próximas, como a família Jones e as suas participações em guerras, como a da família Gagarin, onde o pai maravilha-se com a luz elétrica, alguns depois seu filho torna-se o primeiro homem a viajar ao espaço.

O filme também compara formas diferentes de arte, e de como essa arte prende a atenção de um grande público. A sequência mostra Fred Auter dançando e o jogador de futebol “Garrincha” driblando em um campo de futebol.

O documentário tem um ponto de virada na parte final, onde mostra-se as principais religiões do planeta e seus fiéis, onde uma cena chama a atenção, um bispo com alguns religiosos benzem soldados em uma trincheira na primeira guerra mundial, soldados que em breve estariam matando e ou morrendo.

A parte final do filme que até o momento é exibido em preto e branco e em sépia, passa a ser colorido, danda a idéia de tempo e finaliza em um cemitério, local onde famosos ou anônimos um dia estarão, com isso ele da a idéia de que todos fazemos parte da história.

O título do filme é apresentado em um das cenas finais no pórtico de um cemitério de Jundiaí, cidade do interior do estado de São Paulo.

Resenha sobre Zeitgeist

9 julho, 2009

Zeitgeist é um documentário produzido e escrito por Peter Joseph em 2007. Foi lançado inicialmente no Google Vídeo, atingindo mais de 8 milhões de visualizações. O significado de Zeitgeist é “Espirito do Tempo”, que segundo filósofos alemães deve-se ao crescimento cultural do planeta.

O documentário inicia-se com cenas de guerras, alternando com cenas de nosso planeta e da evolução das espécies, desde seres unicelulares ao homem. A este homem é apresentado dois ícones atuais, a Bíblia Sagrada e a bandeira americana.

A primeira parte “A maior história contada”, segundo o autor, questiona as religiões, principalmente o cristianismo, e compara a existência de Jesus Cristo, e a semelhança de sua história, com as histórias de outros deuses de diversas civilizações, como exemplo, a egípcia, e os símbolos do zodíaco. E o maior interesse da religião em manter e propagar essa história, o poder e o dinheiro.

Ao apresentar a busca pelo poder e pelo dinheiro o documentário entra na segunda parte “O mundo todo é um palco”, pois trata do imperialismo norte americano, da pressão que os Estados Unidos impoem em sua população e nas demais nações do planeta, fazendo uso dos meios de comunicação e da chamada “ameaça terrorista”.

Nesse momento do documentário a semelhança com Fahrenheit 9/11 de Michael Moore é inevitável, pois tem como foco o atentado em 2001. Segundo o autor o responsável pelos ataques é o próprio governo norte americano, isso é demonstrado principalmente por depoimentos de diversas pessoas, que estavam presentes ou próximas ao local do ataque.

A terceira parte apresenta o ser humano como marionete e discute sobre o domínio mundial pelos sistemas bancários. O título da terceira parte “Não se preocupe com os homens por trás das cortinas”, apresenta ao espectador, os reais interesses do sistema financeiro, em especial a Reserva Federal Americana, e a forma com que ele teve influência em guerras e outros acontecimentos de nossa época. A presenta também o projeto futuro de uma única potência, controlando a população com chip eletrônicos, lembrando bastante as obras antológicas 1984 (Orwell) e Admirável Mundo Novo (Huxley).

Independente do julgamento sobre o que foi apresentado por Peter Joseph, o trabalho, tanto de pesquisa, de criação e edição são louváveis e deixa no expectador a dúvida. Será que não sou uma marionete desse sistema?

Para assistir ai filme

Um dos assuntos que tem conseguido destaque, nos meios de comunicação recentemente é o crescimento do número de alunos cursando o ensino superior. Isto é noticiado com certo orgulho pelo governo, porém a realidade é bem diferente, estamos abaixo do ensino ideal por diversos fatores.

Os problemas que esses alunos tem no aprendizado, originam-se na educação básica, as instituições de ensino de nível médio e fundamental, utilizam formas de ensino ultrapassadas, que ensinam o aluno a decorar um determinado assunto com o objetivo de tirar nota para passar de ano e preparar-se para o vestibular. Quando deveriam ensinar o aluno a pensar, a buscar soluções para os problemas apresentados em aula, a questionar a matéria ministrada pelo professor.

Ao sair do ensino médio o aluno que entra em um curso superior traz consigo todos os vícios adquiridos, com isso ele precisa reaprender a forma de estudar e ter uma nova perspectiva educacional, mas esse é um processo muitas vezes demorado,perde-se tempo com o aluno, forçando aos professores, com raras exceções, nivelarem por baixo o conteúdo a ser ensinado.

Associa-se a isso o aspecto financeiro do aluno no Brasil, onde temos três situações bem distintas. Alunos com boa situação financeira e com interesse em aprender, estes alunos ingressam em cursos concorridos em Universidades Federais. Alunos com boa situação financeira e nenhuma vontade de aprender, acabam buscado Universidades e faculdades particulares, onde continuam sem interesse. E alunos com baixa situação financeira, com grande interesse em aprender, mas como tiveram uma educação básica fraca e com raras exceções, entram em faculdades particulares, mas necessitam trabalhar para conseguir cursar.

Essa diferença faz com que o ensino superior brasileiro não consiga seguir um padrão, temos alunos e instituições de ensino em níveis muito diferentes, com isso temos um grande número de desistências de curso e de profissionais que atuam fora da área de sua formação no mercado de trabalho.

Por essas razões não há muito do que se orgulhar das estatísticas de crescimento no ensino superior, esse aumento no número de alunos é bom para o país, com certeza, mas é necessário encarar a realidade, de que ainda precisa-se melhorar e muito a qualidade do ensino superior para chegarmos ao ideal, e ai sim considera o Brasil um país com uma educação considerada de nível superior.

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