Publicidade – A fantasia e o Real
17 março, 2010
A publicidade tem como objetivo vender ao público a imagem do produto ou serviço de seu cliente, seja ele comercial, político, etc., ela sabe também que a imagem a ser vendida pode ser “fantasiosa”, porém não mentirosa, um exemplo são as propagandas atuais de cerveja no Brasil que apresentam mulheres com um corpo considerado perfeito. O público que assiste e compra a cerveja sabe que para que a atriz que aparece no comercial tenha este corpo ela não pode tomar tanta cerveja, mas o que a publicidade vende na propaganda não é esta idéia, e sim, de que aquela determinada marca de cerveja leva a um ambiente alegre e descontraído.
Tanto o público quanto os profissionais de comunicação, no caso de uma propaganda os publicitários, tem esta consciência, faz parte da cultura criar esta fantasia para mostrar um produto. A diferença entre a situação apresentada e o “real” é facilmente absorvida pelo público que desde criança acostuma-se com o cenário que é montado para divulgação de um produto ou serviço. Propagandas de brinquedos criam cenários incríveis para demonstrar o quanto aquele brinquedo é interessante, quando a criança ganha o brinquedo aquela fantasia se desfaz, pois ele não tem o cenário, a criança aprender a diferenciar o excesso apresentado na propaganda.
Em algumas situações esta fantasia é mais “explícita” no período anterior a copa do mundo de futebol de 1998 a Nike® veiculou uma propaganda onde os jogadores da seleção brasileira de futebol no aeroporto do Rio de Janeiro aguardavam seu vôo e decidem jogar futebol tabelando com instalações do saguão do aeroporto, a idéia da propaganda de mostrar os jogadores da seleção, aliada à paixão do brasileiro pelo “futebol arte” atingiu o objetivo, mas o público ao ver a propaganda tinha consciência de que o que foi apresentado era uma peça publicitária, pois mesmo os jogadores com todo o “status” que tinham não poderiam jogar futebol dentro do saguão do aeroporto.
O consumidor hoje tem consciência de que a propaganda o ajuda sim a tomar uma decisão, mas não o induz a adquirir um produto ou serviço sem a necessidade, ela atualmente pode sim ter influência em uma decisão da qual ele tinha dúvida, se vai comprar uma TV da marca “X”, ou da marca “Y”, a compra de um produto por “status” ou pela necessidade de apenas ter ainda existe mas em uma parcela menor de público, a grande maioria sabe que sua felicidade depende principalmente de si próprio e não do que é apresentado pela propaganda.