Nós que aqui estamos, por vós esperamos
16 julho, 2009
O documentário de Marcelo Masagão lançado em 1999, “Nós que aqui estamos, por vós esperamos”, trata de fatos históricos do século XX e mostra principalmente a dualidade, criação e destruição, vida e morte, explorando isso através da arte de fotografias e filmes do início do século.
Ele é apresentado de uma forma não linear, onde os fatos são mostrados através das atitudes de pessoas famosas e desconhecidos que em um todo fizeram história. Isso fica claro quando mostra-se os trabalhadores da Ford na linha de produção, as mulheres no galpão da fábrica e também através de personagens que com poucas ações marcaram o século para a criação e destruição como Einstein, Ghandy, Hitler e Mussolini, ou seja, pessoas conhecidas e anônimos formaram a história do século.
Outro ponto forte é como as situações se repetem durante o século, e em algusn casos como antigos sonhos preenchem o “sonho” humano como o de voar. Ele cria um sequência de cenas em que aparece um pássaro, um homem que tentando voar se joga da torre Eiffel e logo após a explosão dos foguetes do ônibus espacial Challenger, toda essa sequência retorna ao sonho de ícaro.
Durante o filme também vê-se como as situações repetem-se em pessoas próximas, como a família Jones e as suas participações em guerras, como a da família Gagarin, onde o pai maravilha-se com a luz elétrica, alguns depois seu filho torna-se o primeiro homem a viajar ao espaço.
O filme também compara formas diferentes de arte, e de como essa arte prende a atenção de um grande público. A sequência mostra Fred Auter dançando e o jogador de futebol “Garrincha” driblando em um campo de futebol.
O documentário tem um ponto de virada na parte final, onde mostra-se as principais religiões do planeta e seus fiéis, onde uma cena chama a atenção, um bispo com alguns religiosos benzem soldados em uma trincheira na primeira guerra mundial, soldados que em breve estariam matando e ou morrendo.
A parte final do filme que até o momento é exibido em preto e branco e em sépia, passa a ser colorido, danda a idéia de tempo e finaliza em um cemitério, local onde famosos ou anônimos um dia estarão, com isso ele da a idéia de que todos fazemos parte da história.
O título do filme é apresentado em um das cenas finais no pórtico de um cemitério de Jundiaí, cidade do interior do estado de São Paulo.
A Banalização da Profissão de Designer
26 agosto, 2008
Antes que alguns se sitam ofendidos pelo título o que eu quiz dizer , foi relativo ao que se encontra atualmente por ai. A uns dois anos atras li um artigo, não me lembro onde, que dizia que no futuro todos seriam “Webdesigners”, no momento pensei, isso é interessante, mas o que se tem visto é uma banalização cada vez mais desse braço do designer tradicional que é totalmente ligado a outra profissão que é desenvolvedor, ou programador como alguns preferem chamar.
O que me levou a escrever sobre esse assunto, foi o que vi na semana passada. Primeiro foi um estudante de Design de Produto que tinha uma dúvida sobre quanto cobrar por um serviço (ou as aulas de empreendedorismo não ensinam sobre isso, ou ninguém presta atenção nas aulas), pois é uma pergunta muito comum, ele tinha um projeto de montar imagens em 3D para um escritório de arquitetura, e algúem falou para ele em R$ 50,00 por imagem. Mesmo que ele não tivesse noção de valor a ser cobrado, o que foi apresentado a ele é “rídiculo”, primeiro pelo tempo que ele precisa para montar a imagem em 3D, somente o render de uma imagem dessa custa mais que isso. Por sorte desse estudante o pessoal que participa da lista abriu-lhe os olhos sobre isso, e de quanto deve ser o valor. A minha opinião sobre isso é que para cada imagem ele deve cobrar R$1.000,00. Antes que alguém pense, mas isso é fora de nossa realidade, é importante lembrar que até se chegar a um nível de conhecimento para criar esse tipo de umagem, leva-se tempo, estudo e conhecimento. E a empresa que esta te pagando pela imagem vai ganhar pelo menos 5 vezes mais do que ela te pagou.
A segunda situação é mais comum e bem mais critica. Eu vinha trabalhar e ao parar em um sinaleiro, vi em uma casa uma placa com o seguinte: “Montamos seu site a partir de R$ 400,00″, isso é revoltante mas o pior eu vi depois, pois além da placa ficar meio escondida, o estabelecimento era uma casa, e ao procurar nela algo que a identificasse, localizei uma placa com serviços de gráfica rápida, ou seja, mais uma empresa que atira para todos os lados e visa ganhar alguma coisa.
Essas duas situações acima, são apenas referencias de como está o mercado de designer e cabe somente aos verdadeiros profissionais dessa área uma mudança nesse perfil. Como fazer isso, dizendo não a picaretagem e falta de profissionalismo.
Abraços e até o próximo post. (promessa que passarão a ser mais frequentes).