A Situação do Ensino Superior no Brasil
14 maio, 2009
Um dos assuntos que tem conseguido destaque, nos meios de comunicação recentemente é o crescimento do número de alunos cursando o ensino superior. Isto é noticiado com certo orgulho pelo governo, porém a realidade é bem diferente, estamos abaixo do ensino ideal por diversos fatores.
Os problemas que esses alunos tem no aprendizado, originam-se na educação básica, as instituições de ensino de nível médio e fundamental, utilizam formas de ensino ultrapassadas, que ensinam o aluno a decorar um determinado assunto com o objetivo de tirar nota para passar de ano e preparar-se para o vestibular. Quando deveriam ensinar o aluno a pensar, a buscar soluções para os problemas apresentados em aula, a questionar a matéria ministrada pelo professor.
Ao sair do ensino médio o aluno que entra em um curso superior traz consigo todos os vícios adquiridos, com isso ele precisa reaprender a forma de estudar e ter uma nova perspectiva educacional, mas esse é um processo muitas vezes demorado,perde-se tempo com o aluno, forçando aos professores, com raras exceções, nivelarem por baixo o conteúdo a ser ensinado.
Associa-se a isso o aspecto financeiro do aluno no Brasil, onde temos três situações bem distintas. Alunos com boa situação financeira e com interesse em aprender, estes alunos ingressam em cursos concorridos em Universidades Federais. Alunos com boa situação financeira e nenhuma vontade de aprender, acabam buscado Universidades e faculdades particulares, onde continuam sem interesse. E alunos com baixa situação financeira, com grande interesse em aprender, mas como tiveram uma educação básica fraca e com raras exceções, entram em faculdades particulares, mas necessitam trabalhar para conseguir cursar.
Essa diferença faz com que o ensino superior brasileiro não consiga seguir um padrão, temos alunos e instituições de ensino em níveis muito diferentes, com isso temos um grande número de desistências de curso e de profissionais que atuam fora da área de sua formação no mercado de trabalho.
Por essas razões não há muito do que se orgulhar das estatísticas de crescimento no ensino superior, esse aumento no número de alunos é bom para o país, com certeza, mas é necessário encarar a realidade, de que ainda precisa-se melhorar e muito a qualidade do ensino superior para chegarmos ao ideal, e ai sim considera o Brasil um país com uma educação considerada de nível superior.
A idolatria da imbecilidade
10 fevereiro, 2009
Caros amigos, tudo bom com vocês, não assustem-se com o título deste artigo, mas o que me motivou a escrever o mesmo foi uma entrevista que vi com Eduardo Schmidek, que no site www.3d4all.org (http://www.3d4all.org/index.php?page=entrevista_eduardo_schmidek).
Mas o que a entrevista tem em haver com o assunto.
Resumindo um pouco a entrevista, ele é mais um brasileiro que está atuando na Europa e que tem em seu currículo grandes produtoras de publicidade e cinema, onde ele atuol em filmes como Matrix, Tróia, 10.000 AC, Alexandre, etc…, Caso alguém tenha interesse segue o link do portfolio dele: http://ozox.co.uk/movies/laloSchmidekReel2008_05.mov.
Então minha indigninação é que exemplos como o Eduardo são comuns, ou seja, embora tenham alcançado um sucesso profissional, não são citados em praticamente nenhum meio de comunicação. É simples, durante o lançamento do filme A Era do Gelo 2, alguns programas de TV, até mesmo entrevistaram Carlos Saldanha – co-diretor de animação da 20th Century Fox e do estúdio Blue Sky – mas se fizerem uma pesquisa pela nossa população, praticamente ninguém vai lembrar quem é a pessoa. Agora pergunte quem foi o Alemão do Big Brother, e veja a diferença.
Quem é mais culpado por isso, a população desinformada ou os meios de comunicação que exaltam demais a grande massa de imbecis. Ambos são culpados. Os meios de comunicação pois precisam gerar receita, pois são empresas, e tem como objetivo fornecer um serviço e ser pago por isso, e esse pagamento vem da audiência que eles tem, essa audiência é gerada pelo gado povo que aceita o que é mostrado.
Infelizmente o caso citado acima é apenas um dos inúmeros que ocorrem em todas as áreas. Um outro exemplo eu estou cursando a graduação de Comunicação Social com habilitação em Produção Editorial e Multimidia, mas já desisti em tentar explicar o que é o curso, dependendo da pessoa digo que é semelhante a publicidade, pois já chegaram ao absurdo de dizer que o nome é complicado. Outro caso de e é um amigo meu que é modelador e animador 3D, outro dia ele respondeu a uma amiga nossa que trabalhava como animador, a menina tascou o seguinte: – Animador, voÇê anima festas infantis? Ele desisitiu de explicar.
Essa menina é culpada, claro que sim, embora empurrem programação enlatada nela, cabe a ela buscar informações e não fazer comentários idiotas como esse, A Internet está ai para isso, nunca foi tão fácil saber sobre determinado assunto como hoje, temos google, foruns, wikipedia, sites especializados. Você não precisa ser um expert no assunto, mas pode ao menos saber do que se trata.
O problema é que a maioria ainda pensa em Internet apenas como MSN e redes sociais, isso é apenas uma nova forma do que se via antes, principalmente em locais de espera, havia revistas como Veja, Isto É e contigo, não precisa dizer qual é a que mais era folheada.
Existe uma forma de melhorar isso, acredito que sim, pois como a frase que vi em outro blog O Brasil tem solução, o problema que estão soltando o parafuso ao invés de apertar.
Abraços e até o próximo artigo
A Banalização da Profissão de Designer
26 agosto, 2008
Antes que alguns se sitam ofendidos pelo título o que eu quiz dizer , foi relativo ao que se encontra atualmente por ai. A uns dois anos atras li um artigo, não me lembro onde, que dizia que no futuro todos seriam “Webdesigners”, no momento pensei, isso é interessante, mas o que se tem visto é uma banalização cada vez mais desse braço do designer tradicional que é totalmente ligado a outra profissão que é desenvolvedor, ou programador como alguns preferem chamar.
O que me levou a escrever sobre esse assunto, foi o que vi na semana passada. Primeiro foi um estudante de Design de Produto que tinha uma dúvida sobre quanto cobrar por um serviço (ou as aulas de empreendedorismo não ensinam sobre isso, ou ninguém presta atenção nas aulas), pois é uma pergunta muito comum, ele tinha um projeto de montar imagens em 3D para um escritório de arquitetura, e algúem falou para ele em R$ 50,00 por imagem. Mesmo que ele não tivesse noção de valor a ser cobrado, o que foi apresentado a ele é “rídiculo”, primeiro pelo tempo que ele precisa para montar a imagem em 3D, somente o render de uma imagem dessa custa mais que isso. Por sorte desse estudante o pessoal que participa da lista abriu-lhe os olhos sobre isso, e de quanto deve ser o valor. A minha opinião sobre isso é que para cada imagem ele deve cobrar R$1.000,00. Antes que alguém pense, mas isso é fora de nossa realidade, é importante lembrar que até se chegar a um nível de conhecimento para criar esse tipo de umagem, leva-se tempo, estudo e conhecimento. E a empresa que esta te pagando pela imagem vai ganhar pelo menos 5 vezes mais do que ela te pagou.
A segunda situação é mais comum e bem mais critica. Eu vinha trabalhar e ao parar em um sinaleiro, vi em uma casa uma placa com o seguinte: “Montamos seu site a partir de R$ 400,00″, isso é revoltante mas o pior eu vi depois, pois além da placa ficar meio escondida, o estabelecimento era uma casa, e ao procurar nela algo que a identificasse, localizei uma placa com serviços de gráfica rápida, ou seja, mais uma empresa que atira para todos os lados e visa ganhar alguma coisa.
Essas duas situações acima, são apenas referencias de como está o mercado de designer e cabe somente aos verdadeiros profissionais dessa área uma mudança nesse perfil. Como fazer isso, dizendo não a picaretagem e falta de profissionalismo.
Abraços e até o próximo post. (promessa que passarão a ser mais frequentes).
Por que no Brasil Lemos tão pouco
4 maio, 2008
Olá, já faz muito tempo que não escrevo em meu BLOG. Mas vamos lá
Uma discussão freqüênte, e que gera muito barulho é: Por que lemos pouco no Brasil.
Há meu ver isso vem de uma série de fatores, onde o que mais se escuta é no Brasil livros e revistas são caros. Isso realmente é verdade, o Brasil é um dos poucos países que cobra imposto pela venda de livros, mas esse é o menor dos culpados. O maior problema é que não temos o costume de ler. Como ja disse o nosso atual presidente “Lula” – Ler é muito chato (que triste isso)- Ao contrário dele, ler não é chato é muito bom, basta apenas encontrar o que você gosta de ler . Caras e outras revistas de fofoca não valem.
O que ocorre é que a foma de ensinar a gostar de ler é feita de forma errada. Hoje tenho 35 anos e sempre gostei de ler e isso aumenta cada vez mais. Minha mãe sempre leu, na escola sempre tive professores que incentivaram a leitura (estudei quase sempre em escolas estaduais). No inicio do “ginásio” – é to ficando velho eu sei – a cada bimestre tinha que ler um livro, era série vaga-lume, excelente inicio para quem está começando a ler, pois as histórias são curtas e diretas. Mas já vi alunos de 7ª série sendo obrigado a ler Dom Casmurro - foi meu caso - na época não entendi nada e passei a odiar Machado de Assis – Isso já mudou.
Mas vamos ao fato:
1º Não tenho dinheiro por isso não leio: Isso é desculpa, quase toda escola tem uma biblioteca, mesmo que básica. Vou tomar como exemplo Curitiba, aqui temos bibliotecas de bairros chamado “Farol do saber” onde é possível através de um cadastro simples, emprestar livros, acessar internet, etc…, se o usuário quiser ele pode ir até esses faróis e ler os jornais diários e as principais revistas.
2º Eu não leio porque não entendo: comece lendo livros mais básicos, dica começe lendo Paulo Coelho, ele como escritor é muito bom, leitura fácil e agradável, desde que você não acredite fielmente que ele é mago.
3º Leia somente o que te interessa, mas leia com gosto, observe a pontuação, a forma de escrita e critique a obra lida.
Pode ter certeza com essas dicas você vai ver que a leitura é agradável e essencial.
Dicas de leitura:
As Sandálias do Pescador – Morris West
O senhor dos Anéis – Tolkien
Los Angeles Cidade Proibida – James Leroy
Abraços a todos.
Desprovidos de Heróis
4 novembro, 2007
Olá a todos. Pelo fato de estar chegando o aniversário de meu filho, observei uma coisa muito importante e ao mesmo tempo triste. Nós brasileiros somos desprovidos de heróis nacionais. embora ja tenha lido muito sobre o assunto e etc… e tal, mas nunca é tarde para lembrar sobre isso, quem é pai, tio, avô, dia se consegue lembrar de uma festa de aniversário infantil que tenha utilizado algum personagem infantil brasileiro. Quam vocês conhecem que tiveram como tema de aniversário a Mônica ou o Cebolinha. Vejo pelo meu filho o primeiro foi o urso Pool, depois o motivo foi de palhaço ( genérico) e agora quer fazer com o Nemo. Afinal quem tem culpa sobre esse assunto eu? A Mídia? Nossos governantes? Ou das lideranças de Cultura que preferem dar apoio a filmes de grande impacto como “O doce veneno do escorpião “.
No livro “O que é história em quadrinhos” que aconselho a leitura pois a série “O que é…” é de leitura fácil e objetiva, explica de maneira clara e objetiva sobre os problemas de nunca termos heróis marcantes em nossa história, não vendemos nossas criações como os americanos fazem tão bem. Exiostem longas feitos com a turma da Mônica, mas não existe a divulgação do mesmo. e pdem observar que consegui apenas citar a turma da Mônica como referência, pois é quase impossível lembrar de outros personagens que tenha algum impacto sobre desenhos infantis.
É importante deixar claro que não sou contra desenhos americanos ou de qualquer outro país, eu sou “fanático” por quadrinhos e desenhos animados, a questão não é essa, mas sim que eu gostaria de pdoer ler sobre desenhos e animação feita no Brasil e não somente por brasileiros saindo do Brasil e tendo sucesso na Disney/Pixar, Dreamworks, etc…
Sujestão de desenhos para seus filhos, netos, sobrinhos – “Chico Bento – Oia a Onça”. Desenho muito bem feito .